Acredite!!!

"Se o presente e de luta, o futuro nos pertence" (che)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quem é André Marsilio?


André Marsilio, 25 anos, acadêmico do curso de Ciência da Computação da Faculdade Fucapi, é vice-presidente regional da União Nacional dos Estudantes (UNE), presidente do Diretório Central dos Estudantes da Fucapi (DCE Maio de 68 – Fucapi) e foi diretor da União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE – AM).
Mesmo jovem, participa hoje de sua segunda eleição por acreditar que a presença da juventude no parlamento é essencial para o Brasil e o Amazonas aprofundarem nas mudanças para o alcance de mais políticas públicas que gerem oportunidade e esperança para povo amazonense.
Militante da União da Juventude Socialista, André Marsilio confia na juventude e acredita que só o povo unido pode promover uma sociedade mais justa crescente.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Algumas das propostas do nosso candidato André Marsílio. 65.456


- Construir um Mandato ligado as causas justas do povo, visando aproximar o Legislativo da sociedade amazonense, defender o Amazonas e encarar os problemas da população e as dificuldades que atingem a juventude, priorizando a vida humana nas políticas públicas.
 - Investimento e tecnologia para o desenvolvimento dos diversos ramos da produção rural e do setor pesqueiro.
 - Projetos alternativos para geração de trabalho e renda familiar, e a inclusão da juventude no mercado de trabalho.

 - Mais investimentos na educação e formação de mão-de-obra especializada nos domínios da ciência e das tecnologias modernas, e extensão do ensino superior para alunos do interior.

 - Meia passagem para estudantes e a garantia de outros direitos.

 - Programa sócio-ambiental que assegure a saúde humana e a preservação do meio ambiente.

 - Investimento e democratização de espaços para a construção de áreas de esportes e lazer, com qualidade, com um novo sentido de "espaço para a reflexão do processo de socialização do dialogo construtivo e formação de cidadania", favorecendo a segurança e a convivência harmoniosa nas comunidades.

 - Programa habitacional de moradias populares para a capital e o interior.

 - Compartilhar com os mototaxistas a organização dos espaços de via pública, a organização e profissionalização da categoria, com fins de favorecer trânsito seguro para todos

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Qual a diferença entre voto em branco e voto nulo?


Na prática, não há mais diferença entre um e outro. Nenhum deles conta na hora de fazer a soma oficial dos votos de cada candidato. Desde 1997, quando houve uma mudança na legislação eleitoral, os votos brancos e nulos passaram a ter significado quase idêntico, ou seja, não ajudam e nem atrapalham a eleição. Como muita gente não sabe disso, a confusão persiste.

O voto nulo ocorre quando o eleitor digita, de propósito, um número errado na urna eletrônica e confirma o voto. Para votar em branco, o eleitor aperta o botão “branco” do aparelho. Antes de existir urna eletrônica, quem quisesse anular o voto rasurava a cédula de papel – tinha gente que escrevia palavrão e até xingava candidatos. Quem desejasse votar branco, simplesmente deixava de preencher os campos da cédula.
As dúvidas sobre esse assunto sobrevivem porque, até 1997, os votos em branco também eram contabilizados para se chegar ao percentual oficial de cada candidato. Na prática, era como se os votos em branco pertencessem a um “candidato virtual”. Mas os votos nulos não entravam nessa estatística.
Com a lei 9.504/97, os votos em branco passaram a receber o mesmo tratamento dos votos nulos, ou seja, não são levados em conta. A lei simplificou tudo, pois diz que será considerado eleito o candidato que conseguir maioria absoluta dos votos, “não computados os em brancos e os nulos”.
Mas por que então os votos em branco eram contabilizados antes? Há controvérsia sobre isso. Alguns juristas e cientistas políticos sustentam que o voto nulo significa discordar totalmente do sistema político. Já o voto em branco simbolizaria que o eleitor discorda apenas dos candidatos que estão em disputa. Daí, ele vota em branco para que essa discordância entre na estatística. Porém, depois da mudança da lei essa discussão perdeu o sentido, já que tanto faz votar branco ou nulo.
Vale a pena lembrar também que nas últimas eleições tem circulado e-mails que pregam anular o voto como forma de combater a corrupção na política.
Esses textos dizem que se houver mais de 50% de votos nulos e brancos a eleição será cancelada e uma nova eleição terá de ser marcada, com candidatos diferentes dos atuais. Puro engano. Tudo isso não passa de leitura errada da legislação, segundo as mais recentes interpretações do próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Para maiores esclarecimentos sobre o Voto Nulo, o Tribunal Superior Eleitoral – TSE respondeu cinco das perguntas mais frequentes sobre o assunto. Para ter acesso às respostas, clique aqui

TSE

sábado, 11 de setembro de 2010

Bob Pai de Tefé

Assis Pinho

Desta vez a Assembléia Legislativa do Amazonas terá um representante da colônia Tefeense de Manaus, trata-se do líder estudantil, André Marsílio (65456), da família Pinho (de Tefé).
Ele é filho do conhecido jornalista Assis Pinho, que já foi presidente da associação dos filhos e amigos de Tefé. Segundo Assis, seus amigos e alunos de ontem e de hoje, estão apostando no André Marsílio.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dia 8 de Setembro.

No dia 8 de setembro de 1793, foi realizado o primeiro Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém do Pará. O Círio, em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, é a maior manifestação religiosa Católica do Mundo e uma das mais tradicionais também, sendo celebrada anualmente no segundo domingo de outubro. Alguns estudiosos estão considerando o Cirío de Nazaré em Belém do Pará, como sendo a maior manifestação religiosa do Planeta. Consegue congregar 2 milhões de pessoas em uma so manhã.

Piada do Dia.
O que e politica pai?


O filho fala para o pai:



- Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola, posso te fazer uma pergunta?



- Claro meu filho. Qual é a pergunta?



- O que é Política, pai?



- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo. Sou eu quem traz dinheiro para casa, então sou o "Capitalismo". Sua mãe administra (gasta!) o dinheiro, então ela é o "Governo". Como nós cuidamos das suas necessidades, então você é o "Povo". A empregada é a "Classe trabalhadora", e seu irmão nenê é "O Futuro". Entendeu, meu filho"?



- Mais ou menos, pai. Vou pensar...



- Naquela noite, acordado pelo choro do irmão nenê, o menino foi ver o que tinha de errado. Descobriu que o nenê tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e a sua mãe estava num sono muito pesado. Então, foi ao quarto da empregada e viu, através da fechadura, o pai na cama com a empregada. Como os dois nem percebiam as batidas que o menino dava na porta, ele voltou pro quarto e dormiu.



Na manhã seguinte, na hora do café, ele falou pro pai:



- Pai, agora acho que entendi o que é Política!



- Ótimo, filho! Então me explica nas suas palavras...



- Bom, pai, enquanto o Capitalismo fode a Classe Trabalhadora, o Governo dorme profundamente. O povo é totalmente ignorado e o Futuro está todo cagado!

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Entidades estudantis convocam cibermilitância em defesa do Pacto pela Juventude

As 67 organizações representantes da Sociedade Civil que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), entre elas a UNE, UBES e ANPG, estão convocando todas as suas redes em defesa do Pacto pela Juventude 2010

O documento traz as propostas para a construção conjunta de uma agenda pública de juventude condensadas em 12 eixos temáticos que tratam de incentivo, marco legal, educação, trabalho, políticas afirmativas, cidadania, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, moradia, acesso a terra e participação.
O objetivo das entidades estudantis é mobilizar grupos em todo o país para contribuir com o debate nos estados e municípios sobre a importância de comprometer o poder público com as pautas do movimento juvenil. “Dessa forma queremos garantir os direitos da juventude. Consolidar as políticas públicas como políticas de Estado deve ser uma resposta aos desafios de desenvolvimento do Brasil”, destaca o vice-presidente do Conjuve, João Vidal.
A idéia é fazer com que os candidatos e candidatas aos governos federal, estaduais e municipais se comprometam com o planejamento de políticas públicas de juventude em suas plataformas eleitorais e, posteriormente seu desenvolvimento entre as ações de governo.
UNE, UBES, CUCA e ANPG se mobilizam "A UNE faz uma movimentação muito parecida com o Pacto da Juventude, que é o Projeto UNE Pelo Brasil. Para nós, é muito importante casar a mobilização de divulgação desses dois documentos. O pacto amplia o potencial de reivindicação de políticas públicas de juventude. A UNE vem mobilizando a rede do movimento estudantil pelo Brasil para garantir que as nossas pautas sejam apresentadas, sempre com campanhas conjuntas", explica a diretora da UNE e integrante do Conjuve, Marcela Rodrigues.
A presidente da Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG), Elisangela Lizardo, diz ser fundamental o compromisso dos candidatos com o Pacto. Para ela é necessário a rede do movimento estudantil garantir o compromisso do poder público com a educação a ciência e a tecnologia. “A ANPG pretende realizar atividades de assinaturas. Vamos reunir a nossa diretoria e pensar formas para isso acontecer neste último mês das eleições”, destaca.
Para o representante do Circuito Universitário e Cultura e Arte (CUCA) da UNE no Conjuve, Alexandre Santini, o Pacto representa a consolidação do esforço conceitual do que foi feito em programas de políticas públicas para a juventude nesse ultimo período. “Junto à juventude que atua nos Pontos de Cultura, o CUCA também está mobilizando a sua rede, procurando dessa forma incorporar outros segmentos a esse debate. A questão da cultura está bastante contemplada no Pacto, uma vez que as resoluções da Conferência Nacional abordam muitos pontos importantes relacionadas à juventude e a cultura. Isso pode agora ser efetivado como política de estado”, disse.
Já o presidente da UBES, Yann Evanovick, garante que toda a rede da entidade estará mobilizada para garantir a divulgação do Pacto. "Para a UBES é de fundamental importância que o jovem, além de votar, saiba em quem irá depositar o seu voto, analisando, de fato, o candidato que esteja comprometido com a juventude. O documento legitima o compromisso do candidato com a juventude brasileira, portanto, quem assinou esse documento, tem apoio incondicional da nossa entidade", declara.

Cibermilitância: @pactojuventude #pacto2010

Qualquer pessoa pode realizar uma atividade do Pacto pela Juventude. É só mobilizar a sociedade e convidar candidatos e candidatas para assinarem a proposta. Todas as informações, incluindo "passo-a-passo" sobre como realizar uma atividade do Pacto você encontra no Blog: www.pactopelajuventude.wordpress.com.

Todas as atividades do Pacto pela Juventude, assim como a lista dos candidatos que aderirem a essa ideia, serão divulgadas no blog do Pacto pela Juventude e no twitter: @pactojuventude. A hashtag usada é #pacto2010.

A UNE, UBES e ANPG convocam toda a rede do movimento estudantil para participar da campanha em defesa do “Pacto pela Juventude”. Por meio do twitter das entidades pretende-se fazer uma grande “passeata virtual”. Participe e divulgue aos seus seguidores no twitter.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tentando entender a Cabeça do Cachorro

Neste especial sobre a Amazônia, repórter do Estudantenet abre seu diário de bordo e conta curiosidades da Cabeça do Cachorro, região noroeste da floresta amazônica.
Estou no meu último ano da faculdade de jornalismo na PUC-SP e, dentre as obrigações básicas, preciso apresentar meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Não foi fácil decidir um tema específico. Sabia que queria pesquisar as maravilhas da Amazônia, mas até aí a complexidade me impedia de chegar aos mínimos detalhes. No final do ano passado peguei minha mochila, alguns trocados guardados e caí na estrada. Cruzei o Pará e praticamente o Estado de Amazonas inteiro, até chegar à região que mais me encantou. E foi justamente a ela que dediquei meu tcc: O Alto rio Negro, São Gabriel da Cachoeira.
Voltei para lá agora em julho e como estagiária do Estudantenet irei postar nessas próximas semanas algumas páginas do meu diário de bordo para compartilhar a minha experiência em uma área marcada por problemas sociais e, principalmente, o choque do avanço capitalista frente às tradições indígenas.
A Cabeça do Cachorro, nome dado exatamente pelo seu contorno no mapa brasileiro, ocupa 200 mil quilômetros quadrados, área maior do que muitos países europeus. Faz parte do município de São Gabriel da Cachoeira, o terceiro maior do país em extensão territorial. Constituída à margem esquerda do Rio Negro, está a 1.146 quilômetros de Manaus por via fluvial, distância maior do que São Paulo a Porto Alegre. Dá um trabalho danado chegar no lugar: apenas de barco, que custa três dias de paciência, e de avião, que custa os olhos da cara.
A região do alto e médio Rio Negro é habitada há pelo menos 3 mil anos por um conjunto diversificado de povos indígenas, que falavam idiomas pertencentes a quatro famílias linguísticas distintas: aruak, maku, tukano e yanomami. Para se ter uma ideia, hoje, a cidade de São Gabriel da Cachoeira ainda é composta basicamente por índios. 90% da população tem origem indígena, pertencentes a uma das 23 etnias da região. Número considerável para uma imensa diversidade de idiomas e tradições culturais, tão complexas quanto à grande floresta que os cerca.
O observador desavisado que do avião olha para baixo tem a impressão de um deserto pintado de verde, inóspito, onde habitam apenas verdadeiras cobras negras, vivas, pulsantes águas do Rio Negro. Ledo engano; embora a densidade populacional seja de 0,25 habitantes por quilômetro quadrado, nas margens dos rios existem cerca de 720 povoados; desde agrupamentos de duas ou três famílias a comunidades com mais de trezentos moradores.
O Rio Negro, que drena a área pelo seu curso Alto e Médio, é considerado o maior afluente do Rio Amazonas e forma a maior bacia de água preta do mundo. Suas águas escuras se encontram como óleo e água, com a cor barrenta do Amazonas, formando uma das mais belas paisagens fluviais que eu já vi no Brasil.
A baixa concentração de peixes e de animais de caça - devido à acidez da água negra e a precariedade do solo - criam limites rígidos para o tamanho das comunidades ribeirinhas. Como a divisão do trabalho é precária, cada família realiza todas as tarefas necessárias à subsistência. A parte mais dura cabe às mulheres, encarregadas de cuidar das roças, trazer madeira para o fogo, buscar água nos rios e igarapés, preparar farinha, cuidar dos filhos, cozinhar e lavar, entre outros afazeres.
Não é fácil a vida de quem é obrigado a sobreviver da caça e pesca em locais em que os peixes rareiam nas cheias e os animais de caça estão cada vez mais arredios. A agricultura não é menos trabalhosa, numa terra infértil que, além de mandioca e de meia dúzia de frutas, nada produz. Uma natureza, na certa, cheia de caprichos: uma floresta exuberante e um solo ingrato para agricultura.
As distâncias descomunais e as dificuldades de navegabilidade encarecem o custo de vida (dica: se você for para lá, economize antes de se jogar). É muito mais barato fazer compras no Rio de Janeiro do que na Cabeça do Cachorro. Isso sem falar dos índios que tentam a vida na cidade. Quando vários indígenas ocupam postos de trabalho remunerado, ou se fazem pequenos comerciantes, suas relações com grandes comerciantes de São Gabriel da Cachoeira são nitidamente caracterizados pela patronagem.
Esses aspectos são alguns das muitas características em comum que encontram as vinte e três etnias que vivem no Alto Rio Negro. Cada uma se diferencia de todas ou outras, ainda que apenas em pequenos detalhes. Mas no que diz respeito aos mitos, à arquitetura tradicional e cultura material esse contexto de diversidade ainda converge.
Os povos que habitam as margens dos rios se organizam em “comunidades”, nome dado há décadas pelos missionários. Há cerca de três gerações os índios não vivem mais em malocas, presente hoje apenas na memória e em poucos povoados.
A comunidade compõe-se, geralmente, de um conjunto de casas com paredes de casca de árvore, pau-a-pique ou tábuas e cobertura de palha ou zinco, construído em um pátio aberto, uma capela (católica ou, como na maioria das vezes, protestante), uma escolinha e, eventualmente, posto de saúde. Cada comunidade possui um capitão, não mais pajé, sempre um homem, que tem o papel de reunir o grupo. É um verdadeiro relações-públicas da aldeia. Não se trata de um chefe ou comandante todo poderoso que dá ordens e aplica punições. Na maioria dos casos ele apenas orienta.
Por razões ecológicas, sociológicas e simbólicas, vigoram na área especializações artesanais (produção especializada de certos artefatos por diferentes etnias) que define uma rede de troca. Os tukanos são conhecidos por seus bancos de madeira, os desana e baniwa por seus balaios, os kubeo pelas suas máscaras funerárias, os wananas pelos seus tipitis, os maku pelas flautas de pã. Esses artigos carregam símbolos e contém, nas entrelinhas, uma história de sobrevivência em meio aos avanços da sociedade capitalista.